Câmara Municipal de Imperatriz

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Servidores da educação lotam a Câmara em busca de reajuste salarial

18 de abril de 2019



Professores fizeram paralisação parcial de advertência
Sidney Rodrigues - ASSIMP
Foto - Sidney Rodrigues
  Em Tribuna popular na manhã desta terça (16), professores da rede municipal de ensino levaram ao conhecimento da sociedade através da Câmara Municipal, várias reivindicações e direitos que de acordo com a categoria não tem sido respeitados pela prefeitura municipal.
  O presidente do Sindicato dos Professores (STEEI) Francisco Messias, em fala na tribuna disse que a Câmara é o primeiro lugar que eles buscam apoio, pois essa á função da casa legislativa. “Não estamos aqui para colocar vereadores contra prefeito, queremos apenas que o poder executivo tenha consciência que os trabalhadores da educação merecem respeito, pois o projeto apresentado passa por cima do que foi acordado em assembleia geral. O prefeito não deve esquecer que a educação enterrou Jomar, e está sempre nas ruas em busca dos seus direitos. Não aceitamos a proposta apresentada e pedimos que esse projeto seja tirado da Câmara”.
Principais reivindicações
Conforme informou o presidente do sindicato, a prefeitura:
Não quer dar a progressão salarial, que está congelada ha dois anos;
Plano de cargos e salários não está sendo implantando para quem termina pós-graduação;
Adicional de periculosidade para os vigias foi retirado;
Adicional de insalubridade não existe;
Licença prêmio que é um direito adquirido, não esta sendo respeitada e se acumulando;
Tem professores doentes trabalhando sem poder sequer tirar licença;
Acúmulo de pedidos de Redução de carga-horária;
O reajuste pedido era de 10%, mas em acordo foi baixado para 7%. A prefeitura oferece 4,17%;
O ticket alimentação está atrasado e a proposta é zero por cento de reajuste;
data-base da categoria é no final de abril e foi mudada para março.
  Para Francisco os vereadores foram eleitos para ajudar a cidade e devem votar naquilo que é bom para o município. “Isso é só na educação, mas varias outras pastas estão da mesma forma. Peçam a lista de cargos comissionados da prefeitura, só saláriosaltos e folha cheia de amigos. Um dia teremos um prefeito que olha para o trabalhador, não faz cabide de empregos com gente incompetente e respeita os concursados. Iremos apresentar isso para a sociedade. Vereadores sejam sensatos, leiam o projeto e não votem contra os trabalhadores. Temos força para parar a cidade e faremos valer essa força. A cidade caminha para uma grande greve, como ela nunca viu”, disse.
  Vereadores Carlos Hermes (PCdoB), Ricardo Seidel (REDE), Sargento Adelino (SDD), Bebé Taxista (PEN), Aurélio (PT), Pedro Gomes e Fábio Hernandez (ambos do PSC) se pronunciaram dando apoio aos educadores, pois através de varias denuncias pôde se comprovar que a folha de pagamento está inchada e lotada de comissionados, em detrimento dos concursados que tem salários defasados. Mais de 800 cargos comissionados foram criados pela prefeitura, que teve um impacto de mais de 10 milhões. Os edis parabenizaram a todos pela união da categoria que luta por seus direitos.
  Ao final da tribuna o presidente José Carlos Soares informou que o projeto enviado pela prefeitura só entra em discussão após se esgotarem todas as alternativas. “Estou ha muitos anos nessa peleja e sei que o prefeito pode dar até 10% se quiser aos professores, basta para isso diminuir os comissionados e desalugar as camionetes que muitas vezes nem tem serventia, Na verdade dão renda para outras cidades; e assim melhorar o salário dos trabalhadores. Cargos nomeados, inclusive com pessoas que ficam apenas em redes sociais, outras que nem pisam na prefeitura e querem ludibriar a sociedade. A atual gestão já a quase dois anos ultrapassa os 54% da receita com salários, e isso dá improbidade. Alem da guarda municipal que está sendo iniciada em um péssimo momento econômico do país, mas que causa um grande impacto nas contas do município, apenas para cumprir promessa de campanha. Esse desgaste não é da Câmara, mas do executivo”, finalizou.
  Terminada a sessão os professores saíram em caminhada pelas principais ruas da cidade em protesto e finalizaram o movimento na Praça de Fátima.
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