Mulher assassinada em Imperatriz havia pedido Medida Protetiva

7 de março de 2018

Alveni Leite Lima foi assassinada na Semana da Mulher, pelo ex-companheiro.

IMPERATRIZ – A diarista Alveni Leite Lima, 38 anos, que foi assassinada com oito facadas no último domingo (4), pelo ex-companheiro, o caseiro Antônio Ferreira da Silva, 52 anos, havia pedido na Justiça, Medida Protetiva. Ela registrou Boletim de Ocorrência, porém, não foi atendida.

De acordo com a família da vítima, Alveni sofreu várias agressões durante o tempo em que viveu maritalmente com o assassino, cerca de cinco anos. Tanto que chegou a se separar três vezes. Foi à polícia e fez ocorrência sobre as agressões e ameaças, em vão. Agora, o Ministério Público quer saber por que a vítima não recebeu da Justiça, a Medida Protetiva, e está investigando o caso.

Alveni e Antônio tiveram um relacionamento conturbado, segundo informou em depoimento, o próprio Antônio. Chegaram a separar algumas vezes, sendo a última no começo de dezembro, quando a mulher passou a ter um novo relacionamento com Raimundo Edelson Paixão Pereira, 38 anos, que também foi assassinado ao travar luta corporal com o agressor. Ele recebeu 12 facadas. O casal morreu instantaneamente.

Inconformado com o novo relacionamento da mulher, Antônio comprou uma faca e passou a perseguir o novo casal. Segundo disse em depoimento, havia tentado matar a mulher na última sexta-feira, mas não deu certo, o que acabou acontecendo no domingo.

Antônio Ferreira da Silva é natural da cidade de Itueta (MG). Por lá mantinha esposa e filhos. Aliás, numa das separações com Alveni, ele havia voltado para sua cidade natal. Atualmente residia em Imperatriz, e trabalhava como caseiro numa chácara no local conhecido por Jatobal, no estado de Tocantins, região do Bico de Papagaio.

Após assassinar o casal com requintes de frieza e crueldade, o homem ainda tentou fugir, mas foi perseguido por populares. Com medo de ser agredido, ele se entregou a polícia, que se encontrava num trailler localizado na Rua Aquiles Lisboa, próximo ao local do crime. Agora preso, o homem vai responder por homicídio duplo, triplamente qualificado. Sua família, em Minas, inclusive já foi informada do ocorrido.

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