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Soldado é alvo de falsa acusação na internet

27 de março de 2017


A foto mostra, na verdade, a vítima sendo atendida por PMs.

SÃO LUÍS – Um jovem vive uma situação dramática em razão da irresponsabilidade de pessoas que compartilharam uma fotografia seguida de uma falsa informação a seu respeito, nos últimos dias.

A imagem mostra um rapaz sentado em uma calçada e dois policiais militares de pé na frente dele. Numa leitura equivocada, pessoas compartilharam, em grupos do WhatsApp, rede sociais e até em blogs, a foto com a informação de que a polícia havia feito mais uma prisão por roubo.

Rapaz recebe auxílio de PMs após ser agredido por assaltantes. Foto: Divulgação.

Na verdade, o jovem que aparece sentado trata-se de um soldado do Exército, que foi vítima de uma tentativa de assalto na última quarta-feira (22), no Turu. Ele estava a caminho da avenida Litorânea, para praticar esporte, quando foi abordado por quatro bandidos que tentaram roubar a motocicleta dele. O rapaz chegou a ser agredido pelos criminosos, que fugiram com a chegada da polícia.

No entanto, quem fez o registro não procurou saber o que tinha acontecido de fato. No momento da imagem, o rapaz estava machucado e abalado e era atendido pelos policiais.

A família do jovem, a verdadeira vítima, está sofrendo e bastante revoltada com a situação que denigre a imagem dele e, o que é pior, põe em risco a sua integridade física já que está sendo apontado com “criminoso” injustamente.

A família vai acionar a Justiça para que sejam tomadas as medidas legais contra os responsáveis pela divulgação da falsa informação.

Projeto de Lei

Um Projeto de Lei prevê detenção e multa para quem divulga ou compartilha informação falsa ou incompleta na internet. A proposta do deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná, cria uma tipificação criminal para essa prática (PL 6812/17). De acordo com o texto, constitui crime divulgar ou compartilhar informação falsa ou incompleta que prejudique pessoas físicas e jurídicas.

Se a proposta for aprovada, o novo crime será punido com detenção de dois a oito meses, além de pagamento de 1.500 a 4 mil dias-multa, fixados pelo juiz. Os valores arrecadados pela multa serão revertidos para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O deputado Hauly argumenta que a intenção é coibir a propagação de mentiras de efeito perverso para a população.

Fonte: Imirante.

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