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Casos de malária são registrados em Araguatins/To

18 de janeiro de 2017




Agentes José Ribamar e Francisco Puresa acompanham biólogo do Estado Vanessa Durante

Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde estão em Araguatins, auxiliando na contenção de um surto de malária, identificado após surgimento repentino de casos simultâneos de pessoas com a doença.

Segundo o assessor técnico do Programa Estadual de Malária e Tracoma, Marco Aurélio Oliveira Martins, técnicos estão auxiliando e orientando as equipes municipais na busca ativa de casos e captura de mosquitos para identificação de espécies presentes na região com vistas a programar um bloqueio químico, que é a borrifação com inseticida. O Estado também está realizando treinamento de técnicos municipais ainda não capacitados.

Maria de Jesus Borges fez teste rápido em visita de técnicos do Estado e municipais em Araguatins

Dona Maria de Jesus Dias realizou o teste rápido nesta segunda-feira, 16, em casa, durante visita realizada pelos técnicos do Estado e do município. A busca ativa aconteceu em sua casa e vizinhança, conforme explica Marco Aurélio, porque está sendo feita busca por doentes nos arredores de residências de casos já confirmados.

Somente este ano, foram registrados nove casos confirmados de malária no município, dos quais sete foram considerados autóctones, isto é, foram contraídos dentro do Estado. Os outros dois foram contraídos no Estado do Pará, conforme identificou investigação epidemiológica dos casos. Dos nove casos confirmados entre 1º a 16 de janeiro de 2017, todos passam bem e apresentam quadro estável.

Testes rápidos de malária realizados pelo SUS emitem resultado em até 15 minutos

Durante todo o ano de 2016, no Tocantins, foram registrados 22 casos confirmados em todo o Estado. Deste total, apenas quatro casos foram contraídos no Tocantins, especificamente nos municípios de Xambioá, Sandolândia, Araguatins e Marianópolis. Os 18 casos importados têm como origem da infecção os estados do Pará, Mato Grosso e Maranhão e os países Angola e Guiana Francesa.

Sintomas e tratamento

Os sintomas mais comuns da malária são febre alta, dores de cabeça, dores nos músculos e calafrios. Todos os casos suspeitos de malária devem passar por exames de diagnóstico rápido disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde, que são o teste rápido ou o teste da gota espessa. O teste rápido pode ser realizado em qualquer unidade de saúde e o resultado sai em 15 minutos. Já o teste da gota espessa pode ser prescrito por profissional devidamente capacitado e o resultado sai em até 24 horas. Ambos os testes usam apenas poucas gotas de sangue retiradas do dedo do doente.

O tratamento da malária é oferecido na rede pública de saúde, administrado de acordo com o quadro de cada paciente. “A orientação neste momento, tanto para os moradores de Araguatins, como para os demais municípios, é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima no caso de febre repentina”, completa o assessor técnico Marco Aurélio.

Comportamento do mosquito

Segundo o gerente do laboratório de entomologia, Rogério Rios, a malária pode ser transmitida pelo mosquito Anopheles darlingi, considerado vetor principal da doença, assim como por outros mosquitos considerados vetores secundários. “Em toda a região amazônica há um vetor que é considerado o principal da malária, que é o mosquito Anopheles darlingi, mas também tem outros vetores secundários, que transmitem a doença na ausência deste principal. No Estado do Tocantins há tanto o principal, como vários vetores secundários”, explica Rogério Rios.

Conhecido como mosquito-prego, o principal transmissor da malária é um mosquito de corpo magro, com pernas longas, que permitem a ele pousar na posição perpendicular à superfície.

Precauções

De acordo com Rogério Rios, a população pode tomar algumas precauções que podem ajudar a prevenir o contato com o mosquito, entre elas, evitar locais que são habitats naturais do mosquito em determinados horários do dia. “Os transmissores preferem se alimentar no anoitecer e no amanhecer. Como o mosquito não gosta de luz, ele costuma se alimentar no crepúsculo. Se a pessoa vai pescar ou acampar em áreas ribeirinhas ou em praias de rio, é importante usar repelentes entre 18 e 22 horas e entre 3 e 6 horas da manhã. (Juliana Matos)

Fonte: Folha do Bico.

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